O SELO

A Ferina é o selo literário da Pólen Livros, criado pela escritora Jarid Arraes e pela editora Lizandra Magon de Almeida. Saiba mais:

“Já tínhamos trabalhado juntas no livro ‘Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis’, que vendeu mais de 5 mil exemplares em seis meses. Eu ainda não tinha me aventurado realmente no mercado literário, mas vinha flertando com a poesia em títulos como a Coleção Palavra de Mãe, vencedora do Proac em 2015, e com uma singela coleção artesanal chamada ‘Mulheres de Verdades’, que saiu com quatro títulos em pequeníssimas tiragens, vendidos apenas em feiras. Depois vieram os cordéis do ‘Heroínas’. Vinha conversando com a Jarid sobre o livro dela de poemas, pensando em como trazê-lo para a Pólen. E então surgiu a ideia de criarmos juntas esse novo selo, com a curadoria da Jarid e a estrutura da Pólen”, destaca Lizandra.

E como tudo na Pólen é feito à base de muita troca e de muita parceria – com autores e autoras, outras editoras e amigos do mundo editorial e da comunicação em geral, o que se materializou ano passado na Flip com a Casa da Porta Amarela, entre outras iniciativas – ficou decidido que o selo precisava contar com o conselho editorial “dos sonhos”, o mais diverso que fosse possível reunir. Um verdadeiro Conselho de Mulheres Sábias.

“Ao longo dos anos fomos observando o surgimento de várias editoras e selos, muitas comandadas por mulheres, mas poucas com a representatividade que buscamos, ou seja, com mulheres negras, indígenas, asiáticas, LBTs, etc. A proposta de criar o Ferina é justamente a de viabilizar publicações que estejam nesse contexto e colocar no mercado literário livros excelentes feitos por pessoas que não encontram o espaço merecido”, reforça Jarid Arraes.

Lizandra Magon de Almeida (Direção Editorial) e Jarid Arraes (Curadoria)

Para a curadora, o selo Ferina vem para afirmar e praticar o que não apenas ela, mas outras mulheres acreditam: “que a literatura é sempre política e que ter consciência disso faz toda a diferença. E sabemos que é possível criar com real pluralidade de perspectivas e que mulheres são diversas. Essa diversidade vai ser refletida nas nossas publicações, nos nossos eventos e discussões”, comenta.

A autora também reforça a importância da curadoria feita por uma mulher que conhece as dificuldades do mercado editorial. “Fico especialmente feliz por ser curadora da Ferina e ter a oportunidade de fazer diferença ajudando a abrir caminhos para mulheres incríveis que serão publicadas e terão real atenção de uma editora. Muitas editoras negligenciam o trabalho de autoras consideradas ‘menores’, vi muitas amigas passando por situações assim, sobretudo quando questões raciais ou regionais, por exemplo, entram na situação. Vou colocar todo meu conhecimento e meu sucesso alavancando sozinha a minha própria carreira para construir algo diferente. Minha lógica sempre foi a de cooperar e levantar parcerias com outras mulheres e agora posso fazer isso com uma editora que tem o mesmo propósito. A Ferina nasce disso e é sobre isso.”

CONHEÇA NOSSO CONSELHO EDITORIAL: http://ferina.com.br/conselho/